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Dicionário Naútico

Dicionário de termos naúticos, por Abinael Morais Leal

O livro que encontra-se à disposição do público no site www.publit.com.br, pelo telefone 21- 2525-3936, Rio de Janeiro ou por email: aline@publit.com.br 

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Há 51 termos neste glossário.
Páginas: 1 2 »
Termo Definição
RSímbolo designado Romeu. O Código Internacional de Sinais estabelece a representação desta letra por uma bandeira quadrada vermelha, cortada em cruz por duas faixas amarelas, a partir do meio comprimento de cada lado. Içada isoladamente em regata, essa bandeira significa: \"Faça o percurso prescrito pelas instruções de regata, mas no sentido inverso\"; quando exposta sobre uma marca do percurso, quer dizer: \"Faça o percurso indicado, mas no sentido inverso\".
 
RABANADAVento forte, de início repentino, e, em geral, de curta duração, que, às vezes, pode ser acompanhado de chuva ou granizo; pé-de-vento.
 
RADIOFAROLEstação transmissora de sinais especiais de radiotelegrafia emitidos a intervalos regulares em Código Morse, que ajudam os navegantes a determinarem a posição da embarcação. Os tipos de radiofaróis utilizados em emissões dirigidas à navegação são os rotativos e os circulares; estes, também, chamados marítimos ou unidirecionais, são utilizados na costa brasileira.
 
RAIO DE AÇÃOMaior distância que um navio pode navegar com a sua capacidade de combustível.
 
RANCHOLugar na proa da embarcação onde dormem os marinheiros.
 
RCCAbreviatura do centro de coordenação das operações de salvamento.
 
Metade posterior da embarcação. O termo não é usado isoladamente, mas nas locuções: a ré - na metade traseira da embarcação; de ré de trás, traseira; por ante a ré - pela retaguarda, considerando-se como sentido de referenciai) que aponta para a proa da embarcação. O mesmo que popa.
 
REATRACAÇÃOAttí ou efeito de se realizar nova atracação de uma embarcação, por qualquer fato ou motivo, sem que para isso tenha saído da área de administração do porto.
 
REBENTAÇÃOQuebra da crista das ondas, principalmente diante de obstáculos que se opõem a seu deslocamento, o que é muito comum na costa e em pequenas profundidades. O mesmo que arrebentação.
 
REBOCADORDenominação dada ao pequeno navio de grande robustez, alta potência mecânica e boa mobilidade, destinado a rebocar outras embarcações.
 
REBOCADOR DE ALTO-MARRebocador de maior porte que os comuns de grande raio de ação, destinado a prestar socorro marítimo em alto-mar.
 
REBOCADOR DE PORTOPequeno rebocador destinado a auxiliar a manobra de atracar e desatracar navios, ou a rebocar embarcações na área portuária.
 
REBOQUEAção de rebocar. É o serviço que a administração do porto pode realizar com seus rebocadores para auxiliar os navios em sua atracação, ou desatracação, para conduzi-los de um ponto para outro no porto, ou ainda para trazê-los para dentro, ou levá-los para fora deste.
 
RECHEGOServiço de junção dos detritos de carga e granel, de modo a facilitar sua remoção ou arrumação.
 
RECIFERochedos de constituição arenítica ou coralínea, situados a pequena profundidade, perto da costa ou a ela diretamente ligados.
 
REDEEspécie de cesto de dimensões avantajadas, confeccionado de cordame ou outro material flexível, em forma de malha, utilizado no carregamento de pequenos volumes, difíceis de serem amarrados em lingadas.
 
REDLEREquipamento transportador de corrente, muito utilizado nos portos para a movimentação de graneis sólidos.
 
REEMBARQUEDiz-se do ato ou efeito de embarcar de novo, em qualquer veículo ou para qualquer destino, as mercadorias que foram descarregadas em trânsito.
 
REENSACAMENTOServiço de acondicionamento em sacos, de cargas a granel, descarregadas dessa forma, ou derramadas durante a operação.
 
REEXPORTAÇÃOAto ou efeito de reexportar uma mercadoria para o país de origem com processo regular e autorização da autoridade aduaneira.
 
REFREGAVento tempestuoso ou que sopra às lufadas, sendo, porém, mais fraco que a rajada.
 
REGATACompetição que coloca em confronto dois ou mais barcos que se desenvolvem em um percurso perfeitamente delimitado e sinalizado por bóias. As regatas podem ser: de triângulo - adotada nas Olimpíadas, costeiras, oceânicas e transoceânicas.
 
REGEIRAEspia passada por um dos chicotes numa bóia ou ancorete fundeado, e alada pelo outro, por um cabrestante a bordo, para auxiliar a embarcação em manobras difíceis.
 
REGISTRO DE ESTOQUERegistro que tem por fim dar uma idéia permanente das entradas e saídas dos produtos. É um registro muito importante nas grandes organizações, de modo que o estoque possa ser controlado por produtos e valores, pela própria seção de contabilidade, sem prejuízo de um outro controle de uso do próprio armazém.
 
REGISTRO DE NAVIORegistro que deve ser feito por todo proprietário de navio que esteja destinado à navegação em alto-mar. O referido registro é obrigatório e deve ser feito na Capitania dos Portos em cuja circunscrição o proprietário tiver domicílio.
 
REGULADOR DE ESQUADRANavio que, nas evoluções de uma esquadra, serve de guia para os demais.
 
REGULARIDADE DE OSCILAÇÃOPropriedade de arfar e balançar suavemente e sem choques a embarcação, pois isso é prejudicial ao casco, ao aparelho, à carga e ao pessoal.
 
REIMPORTADORetornado ao porto de origem.
 
RELAÇÃO DE ACRÉSCIMODocumento necessário à identificação da entidade responsável pela falta existente do volume ou mercadoria que descarregue no porto e apurada sobre a faixa do cais ou plataforma do armazém, no momento de descarga, mesmo quando diretamente para veículos rodoviários ou ferroviários.
 
REMOHaste de madeira leve que movimenta a embarcação e é impulsionada por um tripulante - o remador.
 
REMO DE ESPARRELARemo disposto na popa como para gingar, mas utilizado para governar a embarcação em lugar do leme. Especialmente com o mau tempo, os barcos se governam melhor com o remo do que com o próprio leme.
 
REMOÇÃOOperação que consiste em transportar a carga do depósito interno para o exterior.
 
REMOS NA ÁGUAVoz de manobra que manda contrariar a marcha por meio de remos.
 
RENDIMENTORelação entre o total de carga transportada e o somatório dos produtos dos comprimentos das embarcações pelos tempos atracados.
 
REPONTARQuando a maré estaciona pouco antes da enchente ou da vazante.
 
RESERVA DE FLUTUABILIDADEVolume da parte do navio acima da linha de flutuação em plena carga, que pode ser tomado à água.
 
RESERVA DE FLUTUAÇÃOPoder de flutuação de todos os espaços estanques acima da linha-d’água.
 
RESERVA DE RESISTÊNCIADenominação usual que identifica o pessoal do Sindicato dos Arrumadores, entidade que atua nos serviços da capatazia na orla portuária.
 
RESERVA DE VELOCIDADEDiferença entre a velocidade máxima que o navio está preparado para desenvolver em um dado momento e a velocidade que está realmente desenvolvendo.
 
RESISTÊNCIA MÍNIMA À PROPULSÃOPropriedade pela qual o navio pode percorrer o máximo de percurso horário, com um mínimo de potência propulsiva.
 
RESSACA1. Refluxo de uma vaga após se espraiar ou encontrar um obstáculo que a impede de avançar livremente. 2. Investida vigorosa contra o litoral, das vagas do mar muito agitado.
 
RETINIDADeterminada peça, cabo de pequena bitola, que os atracadores lançam de terra para o navio ou vice-versa, quando em manobra de atracação. O cabo é puxado por intermédio dessa peça, sendo que, V posteriormente, será amarrado no cabeço do cais.
 
RETORNODesigna qualquer peça que serve para mudar a direção de um cabo sem permitir atrito forte.
 
RISCO MARÍTIMODiz-se dos perigos a que se acham expostas as embarcações e mercadorias por danos que lhes possam sobrevir, em consequência de acidentes no mar. O mesmo que fortuna do mar.
 
RODA DE PROA1. Peça de madeira ou de metal que forma o prolongamento da quilha na proa e serve de fecho à ossatura do navio, e a sua forma varia de acordo com o tipo de barco. 2. Peça robusta de aço, montada na extremidade de vante da quilha, fechando a ossada do navio à vante.
 
RODA DO LEMERoda de madeira ou de metal por meio da qual se manobra com o leme.
 
ROL DE EQUIPAGEMDocumento útil para garantir os direitos e condições do contrato dos tripulantes. Nas embarcações empregadas na navegação interior e subjurisdição da mesma capitania, na navegação do porto e no serviço de pesca, exceto na pesca em alto-mar, o rol de equipagem é substituído pelo rol portuário (RMT, artigos 431 e 433).
 
ROLAMENTOAto de ser a embarcação impelida pelo rodo das águas.
 
ROSA-DOS-VENTOSMostrador da bússola em que aparecem marcados os pontos cardeais (norte, sul, leste, oeste), os pontos quadrantais ou colaterais (nordeste, sudoeste, noroeste), e os setores intermediários, divididos em quartas e quartos, formando um total de 128 divisões.
 
ROTA1. Caminho seguido por uma embarcação. 2. Direção que a embarcação assume em relação a um ponto fixo da superfície terrestre. Raramente coincide com a direção da proa, devido à ação do vento e da corrente, que gera abatimento e deriva. 3. Rumo.
 


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