Início
Quem somos
Notícias
Fotos no Picasa
Fotos no Picasa 1
Fotos no Picasa 2
Fotos no Picasa 3
Blotequim
Fórum
Dicionário do Mar
Cachacinhas
Regras da Casa
Classificados
Links
Contato
 

 FeedRSS ExcerptsRSS 0.91 FeedRSS 1.0 FeedRSS 2.0 Feed
 
GP Jacques Cousteau - Regata Praiana Imprimir E-mail
Por Gustavo Sirelli / Armando Faria   
29 de novembro de 2010



Para tirar o ranço
 
Barão de Coubertin à parte, sou obrigado a confessar que o resultado do Picareta no Brasileiro de duas semanas atrás ainda estava engasgado na minha garganta.

E alguém vai dizer que sou louco que, afinal de contas, quinto lugar no desempate entre 16 barcos é excelente. Racionalmente, sou obrigado a concordar. Mas sabendo que somos capazes de mais e apesar de todas as circunstâncias que envolveram nossa participação naquela disputa estava muito puto.
 
Mas a frase famosa de Fangio também vale para o mar: “carreras son carreras”.
 
E fomos ao mar no último sábado, Grand Prix Jacques Cousteau, duas regatas em dia fantástico de sol e vento firme. E um circuito que nunca tinha feito, relativamente curto mas muitíssimo agradável. Eram 12 barcos na água e lá vai o Picareta. Armando, Oscar, Gustavo e Tchaka.
 
Nas duas regatas, os mesmos quatro barcos se destacaram desde o início. Além de nós, Dona Zezé, Baruk e Roland Garros. E as brigas foram boas, trocas de posições, ultrapassagens em montagens de bóias, vitórias decididas em pequenos detalhes. Com dois segundos lugares, terminamos o dia em terceiro, em um tríplice empate, com o dois primeiros.
 
E alguém vai perguntar o que muda tanto em ser quarto, quinto ou terceiro. Na verdade, a classificação não importa. Mas ter a real possibilidade de lutar pela vitória faz toda a diferença. A grande diferença entre o Brasileiro e o último sábado.

Além do sol, do vento, da microcirurgia que o Dr. Carlos André tentou fazer a bordo mas não deixaram... Mas isso é outra história, cada um que conte a sua. A minha está aí em cima.


Microcirurgia a bordo?

Passado o Campeonato Brasileiro, e a tensão decorrente da organização, da falta de tempo de cuidar de detalhes do barco, medir velas e correr com as velhas, de não ter feito um treininho antes, etc., etc., etc., mais um fim de semana de regatas nos aguardava.

Com o Comte. Morcegão ainda fora de ação por motivos médicos, lá fomos nós para a raia. Parecia até o Brasileiro: 12 barcos e chegando em cima da hora. Tão em cima, que faltavam 2 minutos para a largada e mal deu tempo para olhar a linha. Mas não vim falar das regatas, pois meu sentimento é igual ao do Gustavo.

Entre as regatas, aconteceu o melhor da tarde, fora das regatas. Após verificar que o balão estava lesionado, com um rasgo, fui para a cabine para repará-lo, pois não tinhamos outro a bordo. Leme na mão do Oscar, eu  estudando a melhor forma de operá-lo, quando ouço Gustavo reclamar:

- Sangue a bordo novamente? Sim, novamente, pois no Brasileiro tinha machucado o joelho e a canela e sangrado no barco. Procura daqui, procura dali e seguiram a trilha do sangue enquanto eu operava a minha microcirurgia no balão. Esta acabava no meu pé.

No meu pé? Não sentia dor, muito menos imaginava onde tinha me cortado, mas o fato era que sangrava e muito, e defendemos o balão para não ficar manchado. Balão suturado, ops, colado, fui cuidar do pé.

Água para limpar, Dr. Tchaka se aproxima com uma meia (?) para limpar, pois era o mais perto de algodão ou gaze que havia, e olhando o pé diz: tem kit de primeiros socorros a bordo? Ouviu de imediato: não. Em resposta ouço: se tivesse, até merecia um pontinho.

Com mais de 12 nós de vento, barco balançando, uma regata para largar em seguida, ele queria fechar o meu pé na base da sutura. Vai igual ao balão, na base do tape. Tem esparadrapo? Tinha. Fiz um curativo firme e assim corri a segunda regata, pensando: me livrei do médico que diz temer sangue.

E assim aconteceu mais um "causo de Boteco".


Bons ventos

Próximo >



 

   

free counters
 
Nós temos 21 visitantes online